Terça-feira, 5 de Maio de 2009
98º) Mensagem intemporal

 

   O Santo mais popular e padroeiro de Lisboa inspira-nos:

 

Na Casa-Igreja de Santo António festeja-se o dia 13 de Junho com enorme solenidade. Durante o dia celebram-se várias Eucaristias, desde a manhã até à noite, e em todas elas é benzido o pão de Santo António. Fora da igreja os devotos compram quanto pão desejam, sabendo que o produto da venda será entregue ao Orfanato antoniano de Caneças, de onde vem esse pão. Nesse local vendem-se também devocionários, livros alusivos à vida do Santo, objectos religiosos, estampas, medalhas e imagens. O dinheiro obtido reverte em favor dos mais carenciados.

Durante todo o ano, às Segundas-Feiras, depois da missa da tarde é distribuído pão aos pobres, com uma pequena ajuda em dinheiro.

 

 

Horizontes

Pão e rosas

Abílio Pina Ribeiro

 

 

 

 

"Desejava um escritor italiano que o tão celebrado pão de Santo António se tornasse, um dia, pão e flores de Santo António.

 

 

A caridade não deve ser apenas uma coisa boa, mas também uma coisa linda. Não foi assim que Deus criou o mundo?

Lembro-me de uma família extremamente pobre, a quem umas pessoas de boa vontade levaram um cabaz de compras indispensáveis, a que alguém teve a feliz ideia de acrescentar um ramalhete de rosas brancas. Estou a ver a reacção daquela jovem esposa e mãe; As flores são mesmo para mim? - perguntava, derretida e enxugando as lágrimas -. Nunca em toda a minha vida recebi uma florinha.

Graças a meia dúzia de rosas, aquela casa e aquela família pareciam transfiguradas. Tinha chegado o amor, devidamente escoltado pela fantasia: cores e perfume. Até o pão ganhava um sabor novo.

Uma flor torna a terra mais habitável e as pessoas mais humanas.

Confidenciava uma senhora idosa que, no Lar onde vivia, tudo funcionava com esmero e ordem. Mas... faltava o plus, o mais. A cereja no bolo... A gota de fantasia, de surpresa, que faz transbordar a taça... A magia, o arrepio de inesperados gestos de carinho...

Em determinadas circunstâncias, a flor na mesa pode ser mais indispensável do que a comida, o sorriso mais do que a esmola, o colo mais do que o biberão, o perfume mais do que o vestido, a fotografia mais do que a imagem devota.

Vicente de Paulo disse que temos de fazer com que os pobres nos perdoem o pão que lhes damos. Talvez com um ramalhete de flores. O dom do essencial, para que não humilhe, tem de ser acompanhado pelo desperdício do supérfluo. A bondade precisa de vestir o traje de festa."

 

 

 

 

Fonte: 

http://www.mensageirosantoantonio.com/messaggero/_

 

 

Nem só de pão vive o homem, mas também...

P. Alfacinha says

 


sinto-me:
música: Marchas Populares de Lisboa

publicado por P.Alfacinha às 11:03
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